Resposta rápida: virar MEI é gratuito, feito online no Portal do Empreendedor em minutos, e libera CNPJ, emissão de nota fiscal e acesso ao INSS. O custo mensal é uma guia fixa (DAS) na faixa de R$ 70 a R$ 80, e o limite de faturamento é R$ 81.000 por ano. Vale pra quem já tem uma renda extra recorrente e quer formalizar.
Se você já vende algo, presta um serviço ou tem uma renda extra que se repete todo mês, formalizar como MEI costuma valer a pena. Este guia junta o que realmente importa: custo real, limite, e o passo a passo, sem enrolação.
O que é o MEI e pra quem serve
MEI (Microempreendedor Individual) é a categoria mais simples de empresa no Brasil, criada pra formalizar quem trabalha por conta própria com faturamento pequeno. Serve pra quem já tem (ou está começando) uma renda extra recorrente: vendas, serviços, artesanato, aulas, entre outras atividades permitidas.
Quanto custa (o valor real, sem letra pequena)
O MEI paga uma guia mensal única, chamada DAS, com valor fixo (não é percentual do faturamento). Em 2026, a faixa gira em torno de:
- Comércio ou indústria: contribuição de INSS + valor de ICMS fixo, na faixa de R$ 70 por mês;
- Serviços: contribuição de INSS + valor de ISS fixo, valor parecido;
- Comércio e serviços juntos: soma dos dois valores fixos, um pouco mais alto.
Esse valor NÃO muda com quanto você fatura no mês (dentro do limite anual), o que é uma vantagem de previsibilidade grande sobre outras formas de tributação.
O limite de R$ 81.000 (e o que acontece se passar)
O MEI tem teto de R$ 81.000 de faturamento por ano, o equivalente a uma média de R$ 6.750 por mês. Passou do limite? Duas situações:
- Passou um pouco (até 20% acima): paga a diferença de imposto proporcional no ano seguinte e pode continuar MEI, mas é sinal de que vale planejar a migração;
- Passou mais de 20%: a migração pra Microempresa (ME) no Simples Nacional é obrigatória, com contabilidade formal e tributação diferente.
Se seu negócio está crescendo rápido, planeje a migração com antecedência em vez de ser pego de surpresa no ano seguinte.
Passo a passo pra abrir o MEI
- Confirme que sua atividade é permitida como MEI, consultando a lista de CNAEs no Portal do Empreendedor (a maioria dos serviços e comércios simples está liberada; profissões regulamentadas como advocacia e medicina não entram);
- Acesse gov.br/mei e faça login com sua conta gov.br (o mesmo login do INSS, Receita etc.);
- Preencha os dados: nome, endereço, atividade principal e até 15 atividades secundárias;
- Emita o CNPJ na hora, sem custo e sem precisar de contador;
- Gere o carnê do DAS ou configure débito automático pra não esquecer o pagamento mensal;
- Comece a emitir notas fiscais pelo próprio portal ou por um emissor gratuito de nota (NFS-e ou NF-e conforme a atividade).
Vantagens que vão além da nota fiscal
- INSS: direito a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, desde que pague a guia em dia;
- Crédito: CNPJ facilita acesso a linhas de crédito PJ, muitas vezes com juro menor que crédito pessoa física;
- Compra no atacado: muitos fornecedores só vendem com preço de atacado pra quem tem CNPJ;
- Profissionalização: emitir nota abre porta pra clientes maiores e contratos formais.
O que fazer com o dinheiro que entra
Separe uma conta só pro MEI, mesmo que simples: misturar com a conta pessoal é o erro número 1 de quem começa. Trate o valor do DAS como uma despesa fixa do negócio e reserve antes de “sobrar” no fim do mês, seguindo a mesma lógica do método 50/30/20 aplicado ao seu MEI.
Perguntas frequentes
Quanto custa ser MEI por mês?
O MEI paga uma guia mensal fixa (DAS), que varia conforme a atividade (comércio/indústria, serviços ou os dois), geralmente entre R$ 70 e R$ 80 por mês em 2026. Esse valor já inclui INSS, e ICMS ou ISS conforme o caso.
Qual o limite de faturamento do MEI?
R$ 81.000 por ano (cerca de R$ 6.750 por mês, em média). Passar desse limite exige migração para Microempresa (ME) no Simples Nacional, com nova estrutura tributária e contábil.
Posso ser MEI e ter emprego CLT ao mesmo tempo?
Sim, na maioria dos casos, desde que a atividade do MEI não seja a mesma do vínculo CLT e não haja conflito de horário ou cláusula de exclusividade no contrato de trabalho. É uma das formas mais comuns de gerar renda extra formalizada.
O que preciso pra abrir o MEI?
CPF, título de eleitor ou os dados do último ano da declaração de IR (pra confirmar identidade), e um CNAE (atividade) permitido no MEI. O cadastro é feito de graça no Portal do Empreendedor, sem precisar de contador.
MEI dá direito a benefícios do INSS?
Sim: aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e outros, desde que a guia mensal esteja sendo paga em dia. É um dos motivos que fazem o MEI valer a pena além da nota fiscal.
Próximo passo: se ainda está decidindo qual renda extra formalizar, veja as 15 opções no nosso guia de renda extra em casa antes de abrir o CNPJ.